Saturday, 9 May 2009


Deveria ser diferente já que era esperado. Ou não? Não é possível que não era o que ele queria naquele momento. Ela só olhava com suas pupilas dilatadas pela surpresa... ou seria pela urgência que tudo seja rápido pra que nem tenha tempo de desistir no meio da ponte?

Tentou disfarçar o frio na espinha enquanto sentia o ar dele na nuca. Baixou os olhos e se descobriu rosada e foi admirável sua vergonha na cara.

Continuou de costas esperando/desejando um próximo passo... mas respirou fundo e disse que estava presa em muitos princípios. Achou por um momento que tudo estava como antes apesar de não ser mais a mesma. Sentiu que naquele momento estava enganada, nada podia ser tão igual e tão extraordinário. Mostrou a ele o que descobriu sobre si mesma e depois ficou em silêncio de segredo. Não era importante se abrir tanto, mas arriscou dizer que sentia ciúmes também. E ele não ouviu porque mexia com a boca como ela mexia a dela porque queria engolir tais palavras tão doces apesar de não entendê-las.

Colocou o som que ela mais gostava e disse que era bom vê-la feliz com acordes simples. E vestiu o que tinha de mais bonito achando que isso a agradaria. Não queira o mais bonito - disse ela - mas o que for mais próximo do verdadeiro. E ele a olhou e não pode encontrar palavras sem que repetisse as dela como um refrão. Ela era a dona das palavras e não ele. E isso o fez chorar uma lágrima única porque se deve sofrer um problema de cada vez, não se pode deixar consumir tudo assim, como um suspiro de ansiedade.

E ela acordou nos braços dele, tão única que o resto ficou sem importância. O resto do que havia ali. Foi embora e acho que não olhou pra trás. Só sorriu satisfeita. Acabou. ( até não puderem mais conter o toque da polpa do dedo na rima da boca...assim estariam entregues novamente)

Tuesday, 5 May 2009


Se você desconfiasse o quanto me provoca acho que teria medo. Não da minha, mas da sua reação. Você já não se suporta quando percebe o próprio ciúme num arrepio de pêlos. Eu vejo como morde os lábios quando ouve que falo de outro. Uma lembrança provocativa sempre te leva a isso. E o olhar de soslaio depois que tudo é dito.

Você é grato a mim e me mostra isso em pequenos gestos estranhos. E me abraça mais forte do que eu sempre permito. É uma relação casta, de pequenos e curtos toques que curiosamente transmite segurança. E um silêncio cheio de tolos orgulhos pouco anunciados.

Pego você com os olhos no meu decote e quando sinto a taquicardia em todos os meus vasos é meu coração que ofereço pra que sintas algo forte. Você apenas diz : - eu também. Não admitiria que tens um cheiro de lamber o que me faz quase salivar ao seu lado. Um jeito primitivo de querer as coisas.

Pequenas insinuações se formam toda vez que falamos do nosso passado. E a vontade quase doentia de mostrar que nada teve importância. O outro é algo estranho e provocativo. Nós não conseguiremos fugir ( e não podemos).

Avise quando tudo parecer impossível de suportar porque já estou no meu limite. E não serei eu a sentar entre as almofadas disfarçando com conversas sobre o tempo para esconder que beijaria você.

Saturday, 25 April 2009


Faz meia hora que cheguei em casa. Chove. Pingos finos e leves para arrepiar os pêlos de frio. Esqueci o casaco na casa da minha amiga. Já é o segundo.

Sentei na frente do pc para buscar música numa madrugada sem estrelas. E de repente surgiu uma vontade louca de te falar. Acho que o que acontece conosco é algo meio surreal com doses de drama devido a distância. Difícil imaginar que isso aconteça em aeroportos. Porque não...

Penso nas suas ligações durante a noite e madrugada. Somos loucos e sozinhos para dar importância para uma história de destinos. Questiono a loucura e se nela realmente só há diversão. Penso em vc de mãos dadas comigo no aeroporto. Não costumo andar assim é um tipo de dança que me desconcentra. Também não gosto de toques, roçadas de braço, conversas ao pé do ouvido. Olho suas mensagens e acho que as pessoas não falam mais assim " A noite está mais calada, meu coração mais apertado". E nem rimam ( e como me dói saber disso já que respiro em palavras)

O tempo de tudo está mudando, verdades aceitas porque são necessárias para sobreviver nessa ilusão. E o medo que nada mais é que uma briga de fortes. Escrevo e penso solto. Pouco conto. Sinto muito e pisco como se assim pudesse voar.

Metáforas.

Não se preocupe, eu dificulto mas no fundo estou achando bem interessante e curioso o que acontece. E se vc é um doido como parece ser, bem vindo a fantasia.
* ao som de Hello - Oasis