Sunday, 14 June 2009

Curva de Rio


Isso não deve ser novidade pra ninguém. Não sabe??? Aaahhh tá por fora. Euzinha aqui sou a preferida dos merdas !!!! Sou a rainha dos dedos podres! E provavelmente eu que comecei alguma rebelião pra tacar bosta da cruz. Só pode.


Eu não tô a fim de nada. Não, não... não estou fugindo de relacionamentos. Ou estou. Deve ser porque alguma parte de mim descobriu que primeiro precisa estar bem sozinha pra depois ficar acompanhada. Ou porque levei tanta tijolada na cabeça que resolvi não me meter em romances. E quanto mais eu rezo...


Tava numa boa no msn e veio um cara que eu nem sabia quem era me dizer que era amigo do me ex ( o fungo) e que sempre gostou de mim. E e e eu com isso? Sempre me chamava pra tomar café, almoçar e eu nem fazia esforço pra ser educada. Deixava no vácuo mesmo. E depois de 167543228 investidas : ok! Você venceu, eu saio pra jantar com você! E ele todo inteligente, bom papo, bonito acabou me convencendo que eu fui uma burra por ter feito tanto doce e não ter aceito o convite antes.

Problema : Conversando com uma grande amiga minha descobri que o cara é casado, psicopata, trata as mulheres feito umas putas e tem o papo sempre decorado : tá cansado de night, quer ficar traquilo, casar e ter uma filha. Heim?


Minha semana não estava boa, tudo de errado acontecendo e de uma hora pra outra eu resolvi passar uns dias no Rio pra espairecer. Mau humor Mode: ON. Emburrada mesmo. E assim conheci um no aeroporto, na espera da ponte aérea. Ele tagarelou por hoooras e eu no aham. O papo não era ruim, não era mesmo. E cara, super interessante. Engenheiro Químico, 35 anos, solteiro( perguntei umas 10x) e bonito.Quis me encontrar enquanto eu estava no Rio, mas eu estava a fim de ficar sozinha. Depois que eu fui embora ele mesmo assim não desistiu, ligando sempre umas 5x por dia mesmo sabendo que odeio falar no telefone por muito tempo. Ficamos de nos encontrar num Congresso que fui em SP, mas acabei dando o cano. Íamos nos encontrar em Ctba e eu também dei o cano. Não é que eu não estivesse a fim dele, eu não estava a fim de dar atenção a ninguém. Preguiça. Até que depois de 2 meses e já me chamando de Amore ( oi?) ele veio pra Blumenau me ver. Os dias foram ótimos, ele foi um querido e mesmo sem estar apaixonadíssima eu curti estar com ele. E não é que ele me disse que me queria como namorada mesmo com a nossa distância? E não é que ele fez um roteiro todo todo pras minhas férias de julho passar com ele lá no Rio? E porque raios você tá reclamando Diazepan?

Problema : Sei lá. Ele sumiu.


Em 4 meses foram esses os meus " relacionamentos". Eu não quis, eu nem saí pra procurar e me apareceram essas tralhas. Curva de Rio, sabe? Só pára lixo!


Desisto. Dá pra me deixar de boa, dá?


Obrigada!

Saturday, 16 May 2009

Inocência


O sorriso foi tímido. Não sabia que um menino com um cão nos braços poderia fazê-la ficar assim. Quando foi praquela parte da casa só pensava em ficar no sol deixando sua mente vagar em nada para assim esquecer do tudo. Fechou os olhos e deixou sua carne sentir aquele calor em meio a tantos blusões e meias de lã. Sentiu paz, eu diria. Ficou por uns 15 min de olhos assim, pele quente, mente vazia. Parece que meditava. Não sabia se podia fazer isso já que sua mente sempre estava a mil com tantos problemas e soluções para serem resolvidos. Mas era sentada,pés na grade, olhos semi cerrados com faíscas flutuantes na visão que acreditou que se sentia bem.

E quando estava tomada de um nada, olhou pras casas vizinhas e avistou o que a faria sorrir novamente. Ele estava de blusão verde e calça cinza. Calçava chinelos mas estava de meias. E acariciava o pequeno cão com tanto amor que sem saber arrancava um sorriso. Era calmo, sutil e amoroso. Agarrou o pequeno cão pelo colo e o colocou em seus braços como se fosse um bebê. Quanta simplicidade, meu Deus. Era realmente possível ter beleza em tão pequenas coisas, bastava ter tempo de enxergá-las. Quis naquele momento ser os dois : cachorro e criança. Quis receber e dar carinho despretenciosamente. Quis que o sol a queimasse mais para que acordasse pra vida. O menino a viu e acenou. Acenou para uma desconhecida e isso a fez ver como deixamos de saudar as pessoas, como nem as vemos e mesmo vendo queremos não ver. Nem queremos ser vistos.

O sorriso foi tímido. E reencostando na cadeira, ela fechou os olhos e disse mentalmente : muito obrigada.


Saturday, 9 May 2009


Deveria ser diferente já que era esperado. Ou não? Não é possível que não era o que ele queria naquele momento. Ela só olhava com suas pupilas dilatadas pela surpresa... ou seria pela urgência que tudo seja rápido pra que nem tenha tempo de desistir no meio da ponte?

Tentou disfarçar o frio na espinha enquanto sentia o ar dele na nuca. Baixou os olhos e se descobriu rosada e foi admirável sua vergonha na cara.

Continuou de costas esperando/desejando um próximo passo... mas respirou fundo e disse que estava presa em muitos princípios. Achou por um momento que tudo estava como antes apesar de não ser mais a mesma. Sentiu que naquele momento estava enganada, nada podia ser tão igual e tão extraordinário. Mostrou a ele o que descobriu sobre si mesma e depois ficou em silêncio de segredo. Não era importante se abrir tanto, mas arriscou dizer que sentia ciúmes também. E ele não ouviu porque mexia com a boca como ela mexia a dela porque queria engolir tais palavras tão doces apesar de não entendê-las.

Colocou o som que ela mais gostava e disse que era bom vê-la feliz com acordes simples. E vestiu o que tinha de mais bonito achando que isso a agradaria. Não queira o mais bonito - disse ela - mas o que for mais próximo do verdadeiro. E ele a olhou e não pode encontrar palavras sem que repetisse as dela como um refrão. Ela era a dona das palavras e não ele. E isso o fez chorar uma lágrima única porque se deve sofrer um problema de cada vez, não se pode deixar consumir tudo assim, como um suspiro de ansiedade.

E ela acordou nos braços dele, tão única que o resto ficou sem importância. O resto do que havia ali. Foi embora e acho que não olhou pra trás. Só sorriu satisfeita. Acabou. ( até não puderem mais conter o toque da polpa do dedo na rima da boca...assim estariam entregues novamente)