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Saturday, 9 May 2009


Deveria ser diferente já que era esperado. Ou não? Não é possível que não era o que ele queria naquele momento. Ela só olhava com suas pupilas dilatadas pela surpresa... ou seria pela urgência que tudo seja rápido pra que nem tenha tempo de desistir no meio da ponte?

Tentou disfarçar o frio na espinha enquanto sentia o ar dele na nuca. Baixou os olhos e se descobriu rosada e foi admirável sua vergonha na cara.

Continuou de costas esperando/desejando um próximo passo... mas respirou fundo e disse que estava presa em muitos princípios. Achou por um momento que tudo estava como antes apesar de não ser mais a mesma. Sentiu que naquele momento estava enganada, nada podia ser tão igual e tão extraordinário. Mostrou a ele o que descobriu sobre si mesma e depois ficou em silêncio de segredo. Não era importante se abrir tanto, mas arriscou dizer que sentia ciúmes também. E ele não ouviu porque mexia com a boca como ela mexia a dela porque queria engolir tais palavras tão doces apesar de não entendê-las.

Colocou o som que ela mais gostava e disse que era bom vê-la feliz com acordes simples. E vestiu o que tinha de mais bonito achando que isso a agradaria. Não queira o mais bonito - disse ela - mas o que for mais próximo do verdadeiro. E ele a olhou e não pode encontrar palavras sem que repetisse as dela como um refrão. Ela era a dona das palavras e não ele. E isso o fez chorar uma lágrima única porque se deve sofrer um problema de cada vez, não se pode deixar consumir tudo assim, como um suspiro de ansiedade.

E ela acordou nos braços dele, tão única que o resto ficou sem importância. O resto do que havia ali. Foi embora e acho que não olhou pra trás. Só sorriu satisfeita. Acabou. ( até não puderem mais conter o toque da polpa do dedo na rima da boca...assim estariam entregues novamente)

Wednesday, 4 February 2009

31 de janeiro de 1977 : o dia que mudou a minha vida.


Tem 4 dias que sou uma pessoa de 32 anos... 4...3...2..está na hora! Eu sempre tive uma relação muito dificil com esse negócio de idade...tanto que geralmente não assumo. Nunca assumi. Quando mais nova falava que era mais velha. Mais velha , nem falo. Abstraio. É que na verdade sempre achei que estivesse na idade errada. Quando tinha meus 16 para 17 anos eu queria ter 23. Eu me sentia como uma pessoa de 23 e sentia que aquela era minha idade. Eu nem me lembro mais como eu era quando tinha verdadeiramente 23, não sei porque gostava dessa idade, só tenha a certeza que provavelmente eu não estava com 23. Devia beirar os 18. E sempre foi assim... já aconteceu e não faz muito tempo que eu disse que tinha 37... não sei a razão, mas me sentia assim.

E em todos os meus aniversários eu acredito que a partir dali começa um novo ciclo, um novo ano e happy new year pra mim. Acredito que é o dia que todas as pessoas que gostam de vc, pensam em vc e te mando ótimas energias. É um dia dedicado a vc. Por mais que vc até conheça alguém que faça no mesmo dia, não importa. Aquele dia é seu. E ninguém briga por ele.

Então, quando na madrugada do dia 30 de janeiro pro dia 31, quando meu 2009 estava despontando e mudando meu mapa astral, eu me senti outra. Tudo bem que eu estava na Guarda do Embaú, cercada de pessoas que gostam de mim, de frente pra praia e já com alguns cubas na cabeça. Tudo bem que até esse dia eu tava odiando cada dia das minhas férias e seus planos mal feitos. Tudo bem que eu estava ansiosa por sair da antiga fase.

E quando virou o ponteiro eu senti. Senti tudo, senti o mundo. Senti uma esperança que a tempos não sentia. Meu aniversário! O dia que eu arrisquei e vim pra vida, só pra ver no que ia dar. Nesse "reveillon"eu não precisei de fogos, de show. Eu não precisei de mais nada além de mim e minha felicidade intransitiva.

Foram as melhores horas dos meus últimos tempos. Eu fiz trilha, entrei no mar, posei na foto com o buggi ( sei lá como se escreve isso!), levei um escorregão e molhei a bunda nas pedras e nem me machuquei. E descobri que é assim que se deve levar a vida. Escorregando, olhando pros lados e percebendo como a vida é linda assim como a Guarda e levantar inteiro. Escrevi um texto pra minha prima Alinne dias atrás que falava um pouco do que eu achava da vida. É isso aí... eterno aprendizado, ainda em busca . ( que delícia!)

Pessoas maravilhosas me ligaram, mandaram sms, era tantos desejos de coisas boas que me senti submersa em algo denso e cristalino e lá eu podia nadar sem medo. Quando voltei achei recadinhos lindos no meu orkut, não só com os clássicos parabéns, mas também com sentimentos que vem só de pessoas boas. Lembrei de algumas que não lembraram de mim e eu me perguntei o quanto preciso delas na minha vida. Algumas nada. Algumas fizeram falta, mas entendo. Apesar do dia ser meu, todos também tem lá seus dias...

Sou cheia de números ímpares e sou assim. É meu jeito de passar os dias.

Um presente pra mim e pra vocês .

Release your inhibition