Tem 4 dias que sou uma pessoa de 32 anos... 4...3...2..está na hora! Eu sempre tive uma relação muito dificil com esse negócio de idade...tanto que geralmente não assumo. Nunca assumi. Quando mais nova falava que era mais velha. Mais velha , nem falo. Abstraio. É que na verdade sempre achei que estivesse na idade errada. Quando tinha meus 16 para 17 anos eu queria ter 23. Eu me sentia como uma pessoa de 23 e sentia que aquela era minha idade. Eu nem me lembro mais como eu era quando tinha verdadeiramente 23, não sei porque gostava dessa idade, só tenha a certeza que provavelmente eu não estava com 23. Devia beirar os 18. E sempre foi assim... já aconteceu e não faz muito tempo que eu disse que tinha 37... não sei a razão, mas me sentia assim.
E em todos os meus aniversários eu acredito que a partir dali começa um novo ciclo, um novo ano e happy new year pra mim. Acredito que é o dia que todas as pessoas que gostam de vc, pensam em vc e te mando ótimas energias. É um dia dedicado a vc. Por mais que vc até conheça alguém que faça no mesmo dia, não importa. Aquele dia é seu. E ninguém briga por ele.
Então, quando na madrugada do dia 30 de janeiro pro dia 31, quando meu 2009 estava despontando e mudando meu mapa astral, eu me senti outra. Tudo bem que eu estava na Guarda do Embaú, cercada de pessoas que gostam de mim, de frente pra praia e já com alguns cubas na cabeça. Tudo bem que até esse dia eu tava odiando cada dia das minhas férias e seus planos mal feitos. Tudo bem que eu estava ansiosa por sair da antiga fase.
E quando virou o ponteiro eu senti. Senti tudo, senti o mundo. Senti uma esperança que a tempos não sentia. Meu aniversário! O dia que eu arrisquei e vim pra vida, só pra ver no que ia dar. Nesse "reveillon"eu não precisei de fogos, de show. Eu não precisei de mais nada além de mim e minha felicidade intransitiva.
Foram as melhores horas dos meus últimos tempos. Eu fiz trilha, entrei no mar, posei na foto com o buggi ( sei lá como se escreve isso!), levei um escorregão e molhei a bunda nas pedras e nem me machuquei. E descobri que é assim que se deve levar a vida. Escorregando, olhando pros lados e percebendo como a vida é linda assim como a Guarda e levantar inteiro. Escrevi um texto pra minha prima Alinne dias atrás que falava um pouco do que eu achava da vida. É isso aí... eterno aprendizado, ainda em busca . ( que delícia!)
Pessoas maravilhosas me ligaram, mandaram sms, era tantos desejos de coisas boas que me senti submersa em algo denso e cristalino e lá eu podia nadar sem medo. Quando voltei achei recadinhos lindos no meu orkut, não só com os clássicos parabéns, mas também com sentimentos que vem só de pessoas boas. Lembrei de algumas que não lembraram de mim e eu me perguntei o quanto preciso delas na minha vida. Algumas nada. Algumas fizeram falta, mas entendo. Apesar do dia ser meu, todos também tem lá seus dias...
Sou cheia de números ímpares e sou assim. É meu jeito de passar os dias.
Um presente pra mim e pra vocês .
Release your inhibition
Wednesday, 4 February 2009
31 de janeiro de 1977 : o dia que mudou a minha vida.
Friday, 9 January 2009
Notícias do sul
A viagem foi boa apesar de eu não ter dormido quase nada. Acho que era expectativa , sei lá o que era. Cheguei em Poa 1h antes do que tinha falado pro Cordeiro, mas foi até bom porque deu tempo de escovar os dentes, o cabelo, passar um blush ( pq ninguém merece uma cara pálida !) e depois de estar inteira liguei pra ele.
Ele tinha ido a uma festa e resolveu virar a noite pra me esperar. Chegou todo empolgado, me dando um abraço apertado e um beijo estalado ( ainda no rosto) e já pegando minhas malas disse que tava feliz em me ver. Eu confesso que tava meio sem graça, sem saber direito onde colocar as mãos, mas isso é normal, tem todo aquele medo de ter piorado, sei lá... se passaram tantos anos.
Ele estava bem, tinha engordado um pouco, mas continuava com aquele jeito de menino surfista que eu gostei anos atrás. Vim para o ap dele e aqui ( sim, aqui porque estou aqui... sim. no ap dele e no laptop dele ) começamos a colocar o papo em dia. O primeiro beijo saiu quando perguntei se tinha mudado muito e ele me beijando disse q meu beijo continuava bom. E o dele também.
A gente tá bem. Não sei das cenas do próximo capítulo, não quero mais fazer planos nem nada. Eu me sinto mulher e protegida e isso é bom. Eu tinha umas manias de sair com homens mais novos que eu, talvez porque queria me sentir mais nova ou por achar que eles eram mais divertidos. O Cordeiro tem 35 anos e não perde em nada pra nenhum cara de 25. E me dá mais segurança que nenhum de 25 anos me deu.
Viva a maturidade, a minha de perceber essas diferenças e a dele por ter se tornado o homem que é .
Monday, 28 July 2008
"Fui numa festa gelo e cuba libre..."
Gosto de me surpreender com as coisas. Gosto não, adoro! E a formatura que eu estava tão em dúvida com o que fazer, foi o MÁÁÁÁÁCXIMO! ( sinta o som ! *rs)
Eu acordei de bode no sábado. Baita bode. Meu quarto virado em qualquer coisa, mau humor do inferno, um sol lindo e brilhante lá fora que nem combinava com o meu estado de espírito. Quero chuva poooorra!!!!!!!
Fiquei feito uma flagelada ( mãe, adoro esse termo!!!) andando pela casa, comendo pizza fria e escutando música deprê. Só faltava afiar a faca, né!
Aí encontrei o Saroba no msn :
- Você vai na minha formatura né Dona Diazepan ?
- Aham ... ( naquele astral)
- Como é que eu faço pra te entregar o convite do baile?
- ahm, émm, ahm... eu vou na colação aí vc me entregaaaamm ( já pensando em dar algum tipo de golpe e não ir)
- ah Diazepan, a colação foi ontem, e pô você nem foi ...sacanagem a sua!!! Tá querendo fugir do baile? Tá de mané frescura não né!
- Nããããoooooooo Sarobinha, imagine!!!! Tu é meu brother.... claro que eu vou!! Dou minha palavra!
- Então me liga quando chegar na festa que vou ali na frente e te entrego.
E agora???? Eu sem companhia, dando minha palavra... bonito pra minha cara!!! E eu tinha dito pra Lê que eu ia na formatura de Direito com ela já que lá estaria um talzinho que ela é interessada, que estaria se formando e que tem namorada e ela PRECISAVA arrasar no seu modelito- vermelho-sou-gata-e-fatal. Antes que alguém jogue ovos e tomates na Lê, ela não dá em cima dele não, ele que dá em cima dela e diz que o namoro anda mal. Ela queria ir na formatura pra dar aquela fooooorcinha pra terminar o romance de vez, oras bolas! Tá querendo ajudar o moço!!! *rs
Enfim...eu nao tava a fim de ir nem em uma e nem na outra. Meu negócio era me arrastar pela casa de chinelo de pano.
Aííí..... lá pelas tantas eu me olhei no espelho e parafraseando um amigo descoladéssimo meu falei : ALOOOOW BRAZIL!!!!!!!! ( com Z mesmo ) e bem bipolar fui tomar meu banho e me preparar PRAS formaturas. Sim, eu iria nas duas!
A Lê disse que viria as 23:30 me pegar já que eu estava sem o carro, mas acho que pra ter certeza que ela não ia chegar lá e eu estaria ainda mulambenta comendo pipoca e vendo filme B na cama, ela veio as 22h. E eu já estava diviiiiiiiiinaammm no meu modelo azul-sinta-o-charme! Claro, sem maquiagem e de chinelo de pano ( ainda). E eu tinha feito uma seleção de músicas pra animar. Eram 10 ou 12 músicas pra dançar pela casa, eu sabia cantar a maioria e isso me faria já ficar em "ritmo de festa".Uhuull !
Primeiramente fomos na formatura de Engenharia Florestal ( a do saroba) e lá percebemos que era formatura de todas as engenharias... traduzindo: um MONTE de homem. Ficamos lá um pouquinho, só pra dar um oi direitinho pro Saroba e fomos pra formatura de Direito, fazer uma aparição rápida e fatal, porque COM CERTEZA a festa certa era a da engenharia e não a de Direito.
E tivemos mais certeza disso quando chegamos lá e vimos uma galera dançando New York, New York. Ómaigóóódi!!!!!! Assim que avistamos o tal fulaninho, que para fins didáticos chamaremos de "artista" eu fiquei de butuca pra ver o comportamento do tal e a Lê ficou de costas jogando seu charme e seu cabelo de um lado pro outro... hihihihihihi
Olha...se ficamos 30 min naquela vibe ruim foi muito. Aquelas tiazinhas fazendo gestos obscenos e cantando "eu só quero amar, só quero amar, só quero amar" foi o click de ir embora. E o artista é o único homem que eu conheço que fica mal de smoking... então simbora daquele lugar!
Voltamos lá pra formatura de Engenharia. Tava B-O-M-B-A-N-D-O. Paqueradinhas pra lá, olhares pra cá, vi o Fabrízio que já veio de longe gritando maravilhóóóóóósa e tava louco e bagaceiro como sempre e daqui a pouco encontrei um pessoal da medicina. Sabe aquela galera gente boa? Extremamente gente boa? Que você já bebeu várias, já caiu várias , que todo mundo é louco e não tá nem aí pro que os outros pensam??? Aaaahhh pois é... é bem essa galera que eu encontrei!!!
Aí Brasil, a alegria foi conseqüência! Dancei, beijei, tirei um monte de foto feia e bonita, não bebi uma gota sequer de álcool e tava animadérrima e me diverti como a muito tempo não me divirto. Já peguei o fone de todo mundo que tava lá pra marcar vááárias!
E começa uma nova fase....
Friday, 4 July 2008
Tuesday, 17 June 2008
Carpe diem
Esse ao menos sempre foi meu jeito. Mas depois de quinta feira passada acho que muita coisa mudou em mim. E ainda me questiono se é normal. Se é bom. Ou conveniente.
Eu sei que deveria falar mais, me expressar mais , contar as coisas que sinto. Mas é meio complicado comigo. Não sou muito boa com palavras faladas. As escritas eu me viro, até acho que dá um certo charme, mas sei que coisas ditas olho no olho são mais claras. Dá pra ver o brilho.
Nos conhecemos a algum tempo. Alguns poucos anos. Amigo em comum, festa de faculdade, todo mundo bêbado, inclusive ele e eu. Eu estava na faculdade dele e como era vista como "carne nova"um monte de babaca vinha puxar papinho. Cada tipo... e eu me sentia um bichinho acuado, não conhecia ninguém além do meu amigo e essa festa não é necessariamente o tipo que gosto. Sou tímida demais pra sair socializando assim... até mesmo bêbada.
Sempre achei uma gracinha a forma dele falar, as barberagens no trânsito e a desculpa que todo japonês é barbeiro. Gostava daquela cara amarrada quando nos acontecia o silêncio. E mesmo ele sendo assim estranho, gostava da companhia dele.
Aqui abro um parênteses
Mas quando ele chegou eu me senti segura. Me senti segura como a muito tempo não me sinto. Não é paixão. Não é tremer as pernas. Coração disparar. É sentir carinho. Desde o primeiro beijo tímido, um selinho. Seguido de um abraço com beijinho no rosto, na testa, nos olhos, na boca... aquele beijo querido. Sabe beijo querido? Garanto que as meninas aqui sabem, claro que sabem e também podem dizer o quanto é difícil ter um beijo assim.
Nesses dias me senti respeitada, importante, até passear no shopping (que eu ODEIO!) fico legal. A gente vivia aquilo como se nada mais existisse. A gente se bastava como se ninguém mais estivesse no mundo. Não é paixão. Nem amor. Juro que não é isso que sinto. É carinho, é segurança e ter certeza que estou realmente do lado de um homem que sabe tratar uma mulher.
Tuesday, 10 June 2008
Saindo do baú
Você está sozinha (o), ninguém te quer, ninguém te liga, você olha sua agenda no celular e não tem nenhum (a) fdp que valha a pena gastar alguns créditos. Você sai a noite, olha pros lados, mas ninguém te interessa e pelo visto você também não interessa ninguém.
Aí de repente alguém te dá bola. Assim, do nada. Você nem estava esperando por isso, mas já que aconteceu pensa "porque não?"
E como um passe de mágica todos (as) que de alguma forma te deram um toco começam a aparecer e te chamar pra jantar, mandam sms... assim... do nada
Chego a pensar que é pela proximidade do dia dos namorados que isso está acontecendo. Só pode ser. Ou então alguém "lá em cima" tá de sacanagem comigo.





